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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Redação Tecnica

   Incluem-se na redação técnica os documentos escritos sobre fatos ou assuntos técnicos e científicos, os relatórios de experiências de física, química, biologia, a matéria exposta em livros didáticos de um modo geral, as teses científicas, etc. A redação técnica não obedece a normas e preceitos convencionais, como a redação administrativa, nem usa os recursos próprios da redação literária.

   A linguagem técnica situa-se a meio termo entre o estilo solene da grande arte literária e a que apresenta pobreza vocabular, displicência pelas regras gramaticais, estilo frouxo e mal alinhavado. Deve ser:
clara, simples e accessível 
sóbria, direta e incisiva 
exata e precisa
gramaticalmente correta.

   A clareza de idéias e a simplicidade de expressão são atributos fundamentais da redação técnica; a simplicidade é garantia de clareza; a accessibilidade é consequência lógica da clareza e da simplicidade.

   A sobriedade e seu teor direto e incisivo são outras características Fundamentais do estilo da redação técnica. O assunto em pauta deve ser abordado diretamente, sem rodeios, fraseados ramalhudos ou pleonásticos, numa linguagem sóbria e incisiva em suas afirmações e negações.

   A exatidão e precisão dos termos empregados são também exigências do estilo técnico. "A ciência, como elaboração social, não prescinde da linguagem ; cada ciência começa por ser uma terminologia bem feita, para nitidez e perfeição das formas do pensamento", afirma com muita propriedade o eminente educador Lourenço Filho.

   A correção gramatical é, talvez, depois da clareza, a mais importante exigência da linguagem técnica, inclusive porque a falta de clareza pode ser decorrente de erros de gramática.


Necessidade de um esquema.

   A redação técnica, mais do que qualquer outra, requer um esquema, um roteiro, "a memória" do trabalho, sem o que corre o risco de perder a unidade ou a organicidade.
O plano da redação pode ser amplo, com três tópicos: 

Introdução
Corpo (Desenvolvimento)
Conclusão,

ou ser um conjunto de divisões primárias, subdivididas em outras secundárias, e assim por diante. Este plano não deve, no entanto, constituir-se em prisão: servirá apenas como ponto de referência, sempre sujeito a alterações, interpolações e reduções durante a execução do trabalho.

O esquema abaixo, relativo a uma apostilha redigida para o Curso de Treinamento de Professores promovido pela CADES, é de autoria do Prof. Amaury Pereira Muniz.

Integração e fixação da aprendizagem

1. Introdução
1.1. Recursos

2.A recapitulação
2.1. Idéias da escola tradicional
a) Objetivos
b) Técnicas
2.2. Verdadeiros objetivos da recapitulação
2.3. Técnica da recapitulação

3.O exercício 
3.1. Objetivo 
3.2. Técnica

4.Tarefa
4.1. Objetivo 
4.2. Técnica

5.O Estudo Dirigido
5.1. Necessidade 
5.2. Objetivos 
5.3. Técnica


Vamos praticar!
1. Redija um texto técnico sobre "O problema da seca do nordeste". Observações:

   Pense antes de começar a escrever. Dê asas à imaginação e jogue no papel alguns aspectos que poderiam ser abordados.
Registre de forma abreviada as idéias fundamentais que forem surgindo. Ordene os elementos registrados tentando organizar um plano.
Acrescente o que faltar, suprima o que julgar necessário, e você terá um plano para a redação.
Desenvolva com cuida-do esse plano, sabendo, no entanto, que ele é apenas um ponto de referência, sempre sujeito a alterações, interpolações e reduções durante a execução do trabalho.
Releia o trabalho e faça os aperfeiçoamentos e as correções necessárias. Dê forma definitiva à redação e passe a limpo.
Você deve escrever com clareza, simplicidade e correção.
Apresentamos o seguinte plano como sugestão:


Plano
Aspectos físicos da região nordestina: clima, vegetação, etc.
A seca: conseqüências sociais e econômicas.
A Sudene: o que é, objetivos fundamentais, trabalhos realizados.


2. Faça uma redação sobre o tema: "A moeda e seu papel no Comércio". Observações:
Procure bibliografia sobre o assunto.
Leia o que encontrar fazendo anotações das idéias fundamentais. Elabore um plano para a redação.
Siga as observações do exercício 1. Se quiser, use o plano sugerido abaixo:

Roteiro

    a)Introdução:
Origem do comércio
A troca direta
O dinheiro como denominador comum

   b)A moeda
Histórico
Evolução da moeda no Brasil
Funções da moeda

   c)Conclusões.


Fonte: MUNIZ, A. et al. Enciclopédia orgânica de apoio ao ensino básico. Editora Brasilia S/A, 2º ed. Vitoria - Espirito Santo, 1978. pág. 1745 e 176.

Redação

   A redação não é uma prerrogativa dos literatos. Quem escreve pode exercer uma atividade artística, mas também outras que exigem preparo mais prático. Médicos, economistas, engenheiros, futuros técnicos em geral, necessitam utilizar-se da escrita para redigir manuais, guias-técnicos, instruções de serviços e uma série de outros documentos que requerem tipo de linguagem diferente da usada nas composições literárias. Não se trata apenas da redação de atos e correspondência administrativa — composições não literárias que obedecem a normas e padrões pré-estabelecidos — mas de outros escritos que exigem, além do conhecimento técnico do assunto, certas características de estilo apropriadas à finalidade de cada um deles.

   Os livros didáticos, os manuais de instrução, as descrições de aparelhos e de processos, são exemplos de utilização da linguagem técnica, de forma um pouco diferente da empregada na correspondência administrativa.


Em seguida veremos alguns tipos de redação.



  • Redação Técnica
  • Correspondência administrativa



Fonte: MUNIZ, A. et al. Enciclopédia orgânica de apoio ao ensino básico. Editora Brasilia S/A, 2º ed. Vitoria - Espirito Santo, 1978. pág. 174.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Pleonasmo

    Pleonasmo é um tipo de figura de estilo. O considerado uma redundância (propositada ou não) numa expressão, enfatizando-a.

Na literatura também denominado pleonasmo de reforço, estilístico ou semântico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de estilo para enfatizar algo num texto. Grandes autores usam muito este recurso. Nos seus textos os pleonasmos não são considerados vícios de linguagem, e sim pleonasmos literários.

Em casos viciosos o pleonasmo vicioso trata-se da repetição desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Essa não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem.

Como por exemplo: 
  • Subir para cima.
  • Hemorragia de sangue.
  • Entrar para dentro.
  • Suicidou-se a si mesmo.
  • Panorama geral.
  • Adiar para depois.
  • Encarar de frente.
  • Fogo que arde.
  • Descer para Baixo.
Veja outros exemplos de pleonasmo em diferentes situações:

Pleonasmos literários

"Iam vinte anos desde aquele dia
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quanto em visão com os da saudade via."
(Alberto de Oliveira)

"Morrerás morte vil na mão de um forte."
(Gonçalves Dias)

"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal"
(Fernando Pessoa)

"O cadáver de um defunto morto que já faleceu"
(Roberto Gómez Bolaños)

"E rir meu riso"
(Vinícius de Moraes)

Pleonasmo musical

"Vamos fugir para outro lugar"
(Gilberto Gil)

"Eu vivo na espera de poder viver a vida com você."
(Charlie Brown Jr)


Veja esse vídeo, onde o comediante Marcius Melhem critica o uso do pleonasmo e entenda ainda mais sobre esse tema!



Fonte: Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Pleonasmo acesso em 07 de novembro de 2013.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Artigo de opinião

Artigo de Opinião

    Artigo, segundo a ABNT, é um texto com autoria declarada, que apresenta e discute idéias, métodos, processos, técnicas e resultados nas diversas áreas do conhecimento. Os artigos contêm comentários, análises, críticas, contrapontos, e às vezes ironia e humor.

Como o nome diz, Artigo de Opinião é aquele que exprime a opinião do autor.


Características:

      * Argumentação é uma forte característica, o autor tenta a todo tempo convencer, persuadir o leitor acerca de sua opinião, sua posição. Não há como ficar neutro em um Artigo de Opinião.

      * Exprime a opinião, o posicionamento do autor sobre determinado assunto.

      * É uma redação geralmente curta cujo tamanho quem determinará será o autor
      * Normalmente feito em 1ª pessoa, mas também pode aparecer em 3ª pessoa.

      * As ideias defendidas no artigo de opinião são de total responsabilidade do autor, e, por este motivo, ele deve ter cuidado com a veracidade dos elementos apresentados.


Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.


Procedimento:

      Escolher o tema, levantar todos os aspectos sobre o assunto, prós, contras, estatísticas, colher diferentes opiniões, diferentes pontos de vista, buscar informações em publicações. Definir sua opinião sobre o assunto e para qual lado irá pender, qual ideia irá defender.


      TÍTULO

   Após escolher o tema crie um título que desperte interesse e curiosidade do leitor. Coloque-o na parte central superior da folha.


      INTRODUÇÃO

      Primeiro parágrafo do texto. Exposição do assunto a ser tratado.
      Na introdução, não vale ainda opinar, mas apenas situar o leitor no assunto. A introdução não pode ter um parágrafo muito grande, será retomada no desenvolvimento e conclusão.

      DESENVOLVIMENTO

     Você vai poder misturar suas opiniões com os dados que você recolheu sobre o assunto, vai argumentar, expor seu ponto de vista, tentar convencer, sempre com o foco no público alvo, pensando em quem vai ler. 
      Use o que você leu e dê uma cara própria ao texto. A parte do desenvolvimento também pede seu raciocínio crítico. Nunca use a emoção para escrever, sempre seja centrado, não se exalte. No desenvolvimento haverá retomada do título e introdução, de modo a argumentar, ou dar suporte à argumentação.
      O desenvolvimento pode ter vários parágrafos, para fins didáticos, de um a três.

      CONCLUSÃO

     A conclusão é feita em um único parágrafo, com dicas suas para que algo possa melhorar, apresentação de soluções curtas ou para que seja evitado o que aconteceu, pode manifestar seus temores e seu otimismo. É uma nota para o futuro, ainda que, com pessimismo, dependendo do seu humor, mas nunca se exalte, otimista ou pessimista. Na conclusão haverá retomada do título, introdução e desenvolvimento, de modo a concluir, confirmando a ideia principal.

Lembre-se que você pode usar termose expresso~es no decorrer do seu texto como::


Não sou especialista no assunto, mas não é preciso que o seja para...

Não podemos continuar...
Somos seres racionais...
Tenho certeza de que...
Hoje quero dizer, falar....
Não sei se me aborrece ou me inquieta ver...
Prefiro...