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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Presságio / Ricardo Azevedo

Um de nós terá o corpo
Cheio de prazeres
Calmo
Num destino
Transparente

Os demais terão a noite
Como companheira
Fria
E na boca
O gosto morto
De esperar em vão.

— Ricardo Azevedo, em feito bala pedida e outros poemas.

Pergunta feita por bicho - Ricardo Azevedo

Pergunta feita por bicho
Responda quem for capaz
Seria o tal ser humano
Esse lixo que ele faz?

— Ricardo Azevedo em Feito bala pedida e outros poemas

Que bicho é esse? - Ricardo Azevedo


Que bicho é esse
Que se esconde no escuro?
Que paz é essa
Que desfaz minha mente?
Que sonho é esse
Que destrói o futuro?
Que terra é essa
Que corrompe a semente?

Que bem é esse
Que liberta e escraviza?
Que mão é essa
Que afaga e afoga?
Que gozo é esse
Que o prazer paralisa?
Que lei é essa
Que a esperança revoga?


Que doce é esse
Que transmite doença?
Que fome é essa
Que começa e não passa?
Que credo é esse
Que corrói minha crença?
Que sorte é essa
Que cultiva a desgraça?
Que amor é esse
Que me deixa sozinho?
Que prece é essa
Que a desgraça me roga?
Que vício é esse
Que semeia o caminho?
Que vida é essa
Que não sai dessa droga?



— Ricardo Azevedo ( feito bala pedida e outros poema)

Arte, tempo e emoções;

O tempo acontece fora ou dentro da gente? Ele permanece ao mundo real ou é inventado pelo nosso subconsciente?
Muitas vezes o tempo é definido como intervalos ou períodos de duração. É ele que nos dá noção de passado, presente e futuro. Mas então, por que cada pessoa percebe o tempo de modo diferente? De acordo com a idade ou com o momento que estamos vivendo, sentimos a passagem só tempo mais rápida ou mais devagar. Por exemplo, se estamos angustiados com algo ou ansiosos por algum acontecimento, pode parecer que o tempo não passa, mas quando estamos muitos atarefados, ele pode parecer acelerado.
E como é possível medir o tempo de uma maneira universal? Com certeza, este tema será mesmo cheio de controvérsias e mistérios. Então, vamos ver de que forma a arte é capaz de nos ajudar a refletir sobre estas questões.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

10 Obras de Willian Shakespeare Online

   William Shakespeare é considerado por muitos o mais importante autor e dramaturgo da língua inglesa e um dos mais influentes do mundo ocidental. Seus textos e temas permaneceram vivos até aos nossos dias, sendo revisitados com freqüência pelo teatro, televisão, cinema e literatura.


   Entre muita comedia, tragedia, e dramas históricos, você pode conferir as melhores obras de Shakespeare acessando o Wikisource. Clique na imagem abaixo para ir ate o seu destino ou aqui. Estão disponíveis:

Clique para acessar

  • O mercado de Veneza
  • Sonho de uma Noite de verão
  • A Comédia dos Erros
  • Os Dois Cavalheiros de Verona
  • A tempestade
  • Romeu e Julieta
  • Hamlet
  • Henrique IV





Cinema no Brasil

   Por volta de 1898 foram filmadas algumas cenas na Baía de Guanabara mas, até hoje, ainda há discussão sobre quero teria realizado o primeiro filme no Brasil: alguns indicam o português Aurélio dos Reis; outros, o italiano Vittorio di Maio.

   Entre os primeiros filmes realizados estão Os Estranguladores (Francisco Marzulo e Antonio Leal). O Crime da Mala e Dioguinho, as primeiras produções de Vittorio Capellaro, sob a inspiração de obras clássicas, Perdida (Luis de Barros); a série de João da Mata (Amílcar Alves), aparecendo, em Recife, um grupo de abnegados que realizaram algumas produções.


   O grande pioneiro e, talvez, a figura mais completa de cineasta que o Brasil já teve foi Humberto Mauro, mineiro que apresentou sempre apresentou as imagens de sua terra, e de sua gente. Além dos documentários realizados, podem sei destacados, na produção de Humberto Mauro, os filmes: Na primavera da vida (1926), Tesouro perdido (1927), Brasa dormida (1928), Sangue Mineiro ( 1930), Ganga bruta (1937), Favela de meus amores (1934), Descobrimento do Brasil (1934), entre outros.

   O grupo formado em torno da revista "Cinearte" revelou novos valores, entre os quais Ademar Gonzaga, que dirigiu Barro Humano, e Oduvaldo Viana, com Bonequinha de Seda (1935).

   Em 1930 aparece o filme Limite, obra prima que resiste, até hoje, às mais severas críticas, produzido por Mário Peixoto.

   Nos primeiros anos do cinema falado, surgiu a Vera Cruz, empresa cinematográfica em cujos estúdios foram filmados Romance Proibido, de Ade mar Gonzaga, Pureza, de Chianca de Garcia, O ébrio, de Gilda de Alisei algumas outras produções. A tentativa de estabelecimento da indústria do cinema, em grande escala, entretanto, falhou após algum tempo. Ficou, deste período, uma melhoria no nível técnico de produção, particularmente com a presença de Alberto Cavalcanti, brasileiro com experiência na Europa, que realizou Simão, o Caolha e O Canto do mar. Neste período destaca-se, ainda Lima Barreto, cujo filme O Cangaceiro, de grande lirismo, inicia uni caminho que ainda não havia sido explorado: o dos tensas do cangaço do Nordeste.

   O fracasso da Vera Cruz e de outras companhias menores permite alguns assistentes realizem, no sistema de produção independente, alguns projetos antigos. Surgem Roberto Santos, Walter Hugo Chouri e Nelson Pereira dos Santos (Rio, 40º; Vidas Secas e Rio, Zona Norte), Rui Guerra, Paulo Cesar Sarraceni, Carlos Diegues Gustavo Dahl, Walter Lima Junior (Menino de co engenho), entre outros, que procuram retratar a realidade nacional e realizam algumas de nossas melhores fitas. É o caso de Glauber Rocha, cujos filmes estão baseados em autores representativos brasileiros (Deus e o Diabo na Teria do Sol, Terra em Transe e O dragão da maldade contra o santo guerreiro), e de Joaquim Pedro de Andrade (Macunaima), entre outros criadores, dando ao cinema brasileiro a esperança de melhores dias.



Você sabia...

- Que o cinema teve origem na descoberta dos irmãos Lumièri, o cinematografo?
- Que a primeira sessão publica de cinema foi realizada no Rio de Janeiro, em 1896?
- Que o jornal "O Fã" e a revista "Cinearte" foram muito importantes na história do nosso cinema, reunindo grupos de pessoas entusiasmadas pela nova arte?

- Que os filmes de "chanchada" revelaram bons atores como Grande Otelo, Oscarito e outros?
- Que o filme Limite, de Mário Peixoto, obteve o aplauso de cineastas do porte de Eisenstein e Poudovkine?
- Que o filme Orfeu do Carnaval, baseado numa peça de Vinícius de Morais e rea-lizado pelo cineasta Marcel Camus, foi o vencedor do Festival de Cannes de
1969?
- Que em 1962, também em Carmes, o filme O pagador de promessas, de Anselmo Duarte, novamente fez o nome do Brasil brilhar?
- Que os festivais de cinema constituíram um grande incentivo à produção cinematográfica?
- Que a EMBRAFILME é o órgão governamental encarregado de amparar e proteger a indústria do cinema no Brasil?


Fonte: MUNIZ, A. et al. Enciclopédia orgânica de apoio ao ensino básico. Editora Brasilia S/A, 2º ed. Vitoria - Espirito Santo, 1978. pág. 299 e 300.

Historia do Teatro no Brasil


   Os autos teatrais, usados pelos missionários na sua tarefa de evangelização, representam as primeiras atividades teatrais, no Brasil. Entrosados na programação didática da companhia de Jesus, esses autos sofrem a marcada influência de Gil Vicente.

   Entre os autores teatrais brasileiros, destaca-se a figura de Martins Pena, que abriu caminho para a introdução da realidade cotidiana, destacando-se, entre suas obras, as peças O juiz de paz na roça, O judas em sábado de aleluia e O noviço, como comédias, e D. Leonor Teles, drama.

   Oswald de Andrade, abandonando velhos padrões, trouxe nova vida ao teatro brasileiro com suas peças O Homem e o Cavalo, A Morta, O Rei da Vela.

   A partir de 1940, aproximadamente, o teatro brasileiro apresenta um impulso renovador, colocando-se, nos anos que se seguem, ao lado das outras artes e gêneros literários, estimulado pela formação de grupos de teatro de estudantes, sob a inspiração de Pascoal Carlos Magno. Fundam-se companhias como Os Comediantes e o Teatro Brasileiro de Comédias e aparece uma geração de bons atores e encenadores brasileiros. Nelson Rodrigues, com sua peça Vestido de Noiva, causou grande impacto, surgindo-se depois dramaturgos como Antonio Calado, Dias Gomes, Ferreira Machado, Abílio Pereira de Al­meida, Jorge Andrade, Plínio Marcos, Augusto Boal, Gianfrancisco Guarnie­ri e outros. Deve-se, ainda, destacar, no teatro infantil, a presença de Maria Clara Machado.


Você sabia...

- Que nos autos teatrais dos jesuítas geralmente os anjos e santos falam latim, as alegorias e as pessoas falam português e espanhol, enquanto os demônios usam a linguagem dos índios?
- Que os autos fazem grande uso dos cantos, das danças, das procissões?
- Que no teatro religioso D. Marcos Barbosa retomou a tradição de Anchieta e Gil Vicente?
- Que a primeira peça que mostra desejo de renovação no teatro brasileiro foi Deus lhe pague, de Joraci Camargo?



Fonte: MUNIZ, A. et al. Enciclopédia orgânica de apoio ao ensino básico. Editora Brasilia S/A, 2ºed. Vitoria - Espirito Santo, 1978. pág. 298.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Pleonasmo

    Pleonasmo é um tipo de figura de estilo. O considerado uma redundância (propositada ou não) numa expressão, enfatizando-a.

Na literatura também denominado pleonasmo de reforço, estilístico ou semântico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de estilo para enfatizar algo num texto. Grandes autores usam muito este recurso. Nos seus textos os pleonasmos não são considerados vícios de linguagem, e sim pleonasmos literários.

Em casos viciosos o pleonasmo vicioso trata-se da repetição desnecessária de algum termo ou ideia na frase. Essa não é uma figura de linguagem, e sim um vício de linguagem.

Como por exemplo: 
  • Subir para cima.
  • Hemorragia de sangue.
  • Entrar para dentro.
  • Suicidou-se a si mesmo.
  • Panorama geral.
  • Adiar para depois.
  • Encarar de frente.
  • Fogo que arde.
  • Descer para Baixo.
Veja outros exemplos de pleonasmo em diferentes situações:

Pleonasmos literários

"Iam vinte anos desde aquele dia
Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quanto em visão com os da saudade via."
(Alberto de Oliveira)

"Morrerás morte vil na mão de um forte."
(Gonçalves Dias)

"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal"
(Fernando Pessoa)

"O cadáver de um defunto morto que já faleceu"
(Roberto Gómez Bolaños)

"E rir meu riso"
(Vinícius de Moraes)

Pleonasmo musical

"Vamos fugir para outro lugar"
(Gilberto Gil)

"Eu vivo na espera de poder viver a vida com você."
(Charlie Brown Jr)


Veja esse vídeo, onde o comediante Marcius Melhem critica o uso do pleonasmo e entenda ainda mais sobre esse tema!



Fonte: Wikipedia, http://pt.wikipedia.org/wiki/Pleonasmo acesso em 07 de novembro de 2013.

Figuras de Pensamento, Palavra e Sintaxe.

  Além do eufemismo, da hipérbole e da ironia, também são figuras de pensamento:


  • Antítese: Figura pela qual se realçam ideia de sentido contrario;
''Não existiria som se não
Houvesse o silêncio
Não haveria luz se não
Fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim.''

            (Lulu Santos, Coisa Certa)


  • Personificação ou prosopopeia ou animismo: Atribuição de características tipicas de humanos a seres inanimados ou irracionais.
                  O Vento gemia em minha janela.



Quanto ás figuras de palavras, além do Símile e da metáfora, conhecemos:
  • Catacrese: emprego de uma palavra pela ausência de um termo especifico;
                  A perna da cadeira havia quebrado.

  • Metonímia: emprego de uma palavra em lugar de outra por haver entre elas uma relação de proximidade. 
                 O Brasil aplaudiu as jogadoras campeãs.



As figuras de construção, ou figuras de sintaxe, são usadas para conferir maior expressividade, elegância, concisão a uma frase. Entre elas podemos destacar: 
  • Polissíndeto: repetição intencional de uma conjugação (geralmente a conjunção e) para indicar ações sucessivas;
                E se olhavam, e sorriram, e trocaram carinhos...
  • Pleonasmo: repetição de um termo para enfatizar-lo.
              Garanto que vi o raio verde com meus próprios olhos.


Veja a primeira parte desse conteúdo clicando aqui.


Fonte: CAMPOS, E.; CARDOSO, M. P.; ANDRADE, L. S. Viva português 9º ano. Atica Editora, 2012.

Denotação, Conotação e Figuras de Linguagem.

Na linguagem denotativa, as palavras são empregadas em seu sentido comum, habitual, aquele que aparece nos dicionários. (Dica para recordar: Pense Denotativo, Dê dicionario).

Na linguagem conotativa, as palavras assumem um novo valor, não literal. Nela empregam-se as figuras de linguagem - entre elas, as figuras de palavras e as figuras de pensamento.

Figuras de pensamento são alterações no sentido original das palavras, expressões e frases que, muitas vezes, não aparecem na expressão escrita ou falada, pois acontecem no próprio processo de elaboração mental da expressão. 
Exemplos de figuras de pensamento:


  • Eufemismo: substituição de uma palavra ou expressão que pode soar desagradável ou grosseira ao interlocutor por outra mais suave. 
                 A mulher dará à  luz uma menina. (dar à luz substitui parir).
  • Hipérbole: Expressão que indica o exagero de uma ideia. 
                Vou levar um século para terminar de estudar! 

  • Ironia: Sugere o contrario do que se afirma explicitamente e que só é reconhecida pelo contexto ou pela entonação. 
                Você é tão pontual que chegou somente com uma hora de atraso.


As figuras de palavras dizem respeito a mudança de sentido de palavras. Duas figuras de palavras frequentes na literatura e na expressão cotidiana são a Símile e a metáfora.


  • Símile ou comparação: Comparação entre elementos diferentes ligados por uma conjunção. Na maioria das vezes a o uso da conjunção, como e tal qual.
                Muitos políticos são espertos como raposas.

  • Metáfora: Comparação entre dois termos baseada em uma relação de semelhança. Não aparece a conjunção nem a característica comum aos elementos comparados. 
               O nascer do Sol era um incêndio no horizonte.



Veja a segunda parte dese conteúdo clicando aqui.

Fonte: CAMPOS, E.; CARDOSO, M. P.; ANDRADE, L. S. Viva português 9º ano. Atica Editora, 2012.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Eu aprendi, William Shakespeare!


EU APRENDI

que a melhor sala de aula do mundo
está aos pés de uma pessoa mais velha; 

EU APRENDI
que ser gentil é mais importante do que estar certo; 

EU APRENDI
que eu sempre posso fazer uma prece por alguém
quando não tenho a força para
ajudá-lo de alguma outra forma; 

EU APRENDI
que não importa quanta seriedade a vida exija de você,
cada um de nós precisa de um amigo
brincalhão para se divertir junto;

EU APRENDI
que algumas vezes tudo o que precisamos
é de uma mão para segurar
e um coração para nos entender; 

EU APRENDI
que deveríamos ser gratos a Deus
por não nos dar tudo que lhe pedimos; 

EU APRENDI
que dinheiro não compra "classe"; 

EU APRENDI
que são os pequenos acontecimentos
diários que tornam a vida espetacular; 

EU APRENDI
que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa 
que deseja ser apreciada,
compreendida e amada; 

EU APRENDI
que Deus não fez tudo num só dia;
o que me faz pensar que eu possa? 

EU APRENDI
que ignorar os fatos não os altera; 

EU APRENDI
que o AMOR, e não o TEMPO,
é que cura todas as feridas; 

EU APRENDI
que cada pessoa que a gente conhece
deve ser saudada com um sorriso; 

EU APRENDI
que ninguém é perfeito
até que você se apaixone por essa pessoa;

EU APRENDI
que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; 

EU APRENDI
que as oportunidades nunca são perdidas; 
alguém vai aproveitar as que você perdeu. 

EU APRENDI
que quando o ancoradouro se torna amargo 
a felicidade vai aportar em outro lugar; 

EU APRENDI
que devemos sempre ter palavras doces e gentis 
pois amanhã talvez tenhamos que engolí-las; 

EU APRENDI
que um sorriso é a maneira mais barata
de melhorar sua aparência; 

EU APRENDI
que todos querem viver no topo da montanha,
mas toda felicidade e crescimento
ocorre quando você esta escalando-a; 

EU APRENDI
Que quanto menos tempo tenho,
mais coisas consigo fazer.


- William Shakespeare